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Supervisora e professora do Pósdesign e coordenadora da pós-graduação em Design da PUC–Rio, Anamaria de Moraes é autora de uma vasta pesquisa sobre ergonomia no Brasil, com inúmeros artigos publicados em congressos e publicações especializadas e realização de trabalhos de consultoria para grandes empresas. Toda esta experiência encontra-se traduzida no livro Ergonomia: Conceitos e Aplicações, que ela assina com Claudia Mont`Alvão. A publicação é um ótimo referencial para quem deseja conhecer o mundo da pesquisa em ergonomia e se aprofundar no estudo das relações entre homens e máquinas. Mais sobre Anamaria de Moraes no site www.venus.rdc.puc-rio.br/moraergo.

Qual a situação da pesquisa em Ergonomia hoje no Brasil?
Progride, principalmente se considerarmos que quando se fundou a ABERGO achávamos que pesquisa em Ergonomia era levantamento antropométrico ou medir luz, temperatura, ruído e vibração. Os "laboratórios de Ergonomia", como o do INT- Rio, tinham instrumentos e como meta o levantamento antropométrico da população brasileira. Hoje trabalhamos com usabilidade de interfaces, advertências, idosos, ambiente urbano, etc.

Como você avalia o status do Brasil no cenário mundial da pesquisa em Ergonomia?
É importante observar que desde 1991 aumenta o número de brasileiros que apresenta trabalho no Congresso Trienal da IEA International Ergonomics Association. Foram 22 trabalhos em 1991, Paris; 34 em 1994, Toronto; 76 em 1997, Ampere, Finlândia; cerca de 150 em 2000, em San Diego, Califórnia. Todos os trabalhos apresentados resultam de muito esforço, pois ainda não temos mestrados e doutorados em Ergonomia, apenas áreas de concentração, ou linhas de pesquisa em mestrados de engenharia de produção e design. Faltam-nos instrumentos de pesquisa, softwares, equipamentos, espaço.

Os conhecimentos gerados a partir destas pesquisas estão sendo aproveitados pelos profissionais de design em atuação no país?

Pouco. A grande parte dos designers parou na Ergonomia dos anos 80 e continua achando que Ergonomia é dizer as alturas e larguras depois de terminar o projeto. Mas nas empresas e escritórios os serviços dos ergonomistas estão sendo solicitados, nos casos de LER, Movimentação Manual de Materiais, trabalho de pé.

E quanto a comunidade? Os conhecimentos gerados nestas pesquisas são revertidos em benefícios diretos para os usuários/consumidores dos produtos?

Em algumas áreas mais do que outras.
Dois exemplos: mobiliário para informática e ônibus urbano.

Com a existência de eventos científicos voltados para a pesquisa em Ergonomia, como o Ergodesign e Abergo, é possível afirmar que já temos no Brasil um repertório de conhecimentos sobre Ergonomia gerados por nossos próprios profissionais?
Claro e cada vez mais amplo, sistematizado e com profundidade.

Qual a contribuição dos artigos publicados no Ergodesign deste ano?
A diversificação da temática: transporte, movimentação de materiais, acidentes com produtos e segurança dos usuários, idosos e espaço doméstico, etc.

A pesquisa em Ergonomia no Brasil está realmente focada nos temas que são de interesse da realidade brasileira? Quais temas ainda poderiam ser tratados?

Penso que os transportes, sinalização de segurança e os hospitais estão exigindo mais pesquisas.

As informações publicadas nesta matéria foram fornecidas pelo entrevistado, cabendo a este a responsabilidade sobre os conteúdos veiculados.

- Robson Santos

- Anamaria de Moraes
- Lourisvaldo Valentim
- Gilberto Strunck
- Aliás Comunicação
- Eduardo Vieira
- Érika Foureaux
- Marcelo Márcio Soares
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- Stephania
- Sydney Freitas
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- Mônica Tavares
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- Hernane Pereira
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- Antônio Neto
- Anamaria de Moraes
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