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Hernane Pereira é membro da Association
for Computing Machinery (ACM) desde 1999 e desenvolve pesquisas
sobre usabilidade de aplicações multimídia,
engenharia de software e sistemas de informação geográfica
para transporte. Graduou-se em Desenho Industrial com qualificação
em Projeto de Produto e Programação Visual pela Universidade
do Estado da Bahia (UNEB), especializando-se logo depois de formar-se
em Análise de Sistemas e Informática pela Universidade
Gama Filho (UGF). Recebeu o título de doutor em Engenharia
Multimídia pela Universitat Politècnica de Catalunya
- UPC/Espanha. Atualmente, Hernane Pereira está finalizando
sua segunda tese doutoral na UPC, sobre o uso do domínio
da impedância comportamental em redes multimodais para planejamento
de rotas em transporte público para pedestres.
Como a ergonomia tem sido aplicada na elaboração
de sistemas de informação?
O desenho de sistemas de informação interativos, tais
como aplicações multimídia, tem exigido novos
conhecimentos de ergonomia. Dentre as novas áreas de atuação
em ergonomia, está a ergonomia de software que na última
década passou a ser chamada de usabilidade, sendo criada,
posteriormente, a engenharia de usabilidade. As técnicas
e métodos estruturados propostos pela engenharia de usabilidade
são usados fundamentalmente para garantir uma usabilidade
ótima no desenho da interface de usuário durante o
desenvolvimento de um produto ou serviço, aumentando assim
o seu valor para o cliente.
Em que medida a ergonomia tem ajudado a diminuir
a distância entre usuários e sistemas informatizados?
Na facilidade de compreensão e operação dos
sistemas informáticos. Isso garante a satisfação
do usuário, já que reduz sua frustração
durante o uso do software.
O desenvolvimento da área de educação
a distância é um reflexo disto?
Não exatamente. O desenvolvimento da área de educação
a distância é fruto das mudanças de paradigmas
das tecnologias da informação e comunicação.
A usabilidade ou ergonomia de software ajudaram, ajudam e ajudarão
consideravelmente a melhorar a relação entre homem-computadores.
Desta forma, podemos gerar ferramentas educacionais baseadas no
uso de computadores que facilitem o processo de ensino e aprendizagem.
O que ainda precisa ser aperfeiçoado,
sobretudo no que se refere a educação a distância,
e como a ergonomia pode contribuir para estas melhorias?
Acredito que devemos tentar mudar, através de pesquisas,
a forma de interação entre homens e computadores.
A evolução pode chegar a interfaces do tipo “o
que eu penso se realiza” (cogito ergo fact). Neste caso, a
interface usada para realizar a interação passa desapercebida,
de maneira que o mundo real e o virtual se fundem em um só.
Assim, as ferramentas educacionais podem reduzir a carga cognitiva
relacionada com a aprendizagem da própria ferramenta, concentrando
o aluno no conteúdo.
Na sua opinião qual será o papel
da ergonomia para aproximar o homem dos equipamentos que possam
ajudá-lo na construção do seu conhecimento?
A ergonomia é e será uma ferramenta que permitirá
aos designers um maior conhecimento das necessidades e limitações
dos usuários de diversos tipos de sistema, agregando aspectos
comportamentais, culturais, psicológicos e, até mesmo,
regionais aos produtos e serviços propostos.
As informações publicadas nesta
matéria foram fornecidas pelo entrevistado, cabendo a este
a responsabilidade sobre os conteúdos veiculados. |