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Como começou seu percurso na área de design?

O trabalho com tecnologia da imagem, desenvolvido a partir do mestrado em Arte e Tecnologia da Imagem, na Universidade de Brasília, representou a formalização da atuação na área. Antes disso, seja pela proximidade do curso de Desenho Industrial, que ocupava o mesmo prédio do curso de Artes Plásticas, que eu cursava à época, e mesmo a realização de vários trabalhos em comunicação visual, já articulava meu interesse, mas foi com a tecnologia que resolvi de fato especializar-me na área, a partir do design de interfaces.

Quais têm sido suas principais área de atuação?

Gosto muito de design gráfico, mas tenho competência maior em design de interfaces. Além da área de comunicação visual, atuo em arte, tendo sido curador do Programa Rumos Artes Visuais, do Instituto Itaú Cultural, edição 2001/2003, e representante da ANPAP - Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas - na Bahia. Por fim, faço trabalhos regulares em Arte Computacional, além de atuar de modo intenso na área de ensino de arte e
design.

Que momentos do seu trabalho considera mais relevantes?

O próximo sempre será melhor que os anteriores. Mas creio mesmo que o perfil de pesquisador e as preocupações no ensino fizeram com que o meu melhor projeto tivesse sido os cursos de graduação e pós-graduação em Design da Unifacs, que representam bem minhas buscas, inquietações e preocupações. Assim, antes de ser designer, sou professor e pesquisador de design. No campo da produção para mercado, tenho trabalhos em design de interfaces, capas de livros, discos, ilustrações de livros, cartazes, folders e várias outras peças comunicacionais. Os mais significativos consistem em projetar cursos, por serem uma forma de não se tornar obsolescente: há uma continuidade ininterrupta. Cabe destacar também os eventos artístico-científicos que venho realizando em parceria com o Goethe
Institut, e no último ano também com a Aliança Francesa e apoio da Fapesb.
Eventos como Arte e Tecnologia (2000), Virtual Body (2002) e InterArte (2002) são marcos na discussão sobre tecnologia da imagem no cenário nordestino, sendo honroso ter sido organizador desses eventos.

Quais as diretrizes do curso de pós-graduação em Design Gráfico e de Interfaces que você criou na Unifacs?

O curso de pós-graduação surgiu da necessidade de especializar nossos alunos de graduação e o próprio mercado baiano, carente desse trabalho. Não foi difícil articular o perfil do curso, já que a diretriz estava bem clara desde o princípio: comunicação visual e NTC - novas tecnologias da comunicação -, perfil também existente na graduação. Ainda neste contexto,
foi preciso conciliar o perfil a um corpo docente formado por professores residentes em Salvador e professores de São Paulo, compondo um conjunto capaz de sustentar um curso que apresenta um perfil atualizado, inclusive na apresentação de análises dos mercados baiano e paulistano, este último tido enquanto grande centro mercadológico da área. Essa composição trouxe um aspecto muito interessante para os alunos. Carece, por fim, esclarecer que não mais respondo pela coordenação do curso, agora sob responsabilidade do
professor Henry Benavides Puerto, diretor executivo do Programa Bahia Design.

Quais são as propostas para o curso? Quando será lançada nova turma?

A pós-graduação atua na habilitação em Comunicação Visual, mantendo linhas de pesquisas em Design Gráfico e de Interfaces. Neste segmento, o curso está balizado por pesquisas das novas estruturas sígnicas de comunicação visual, notadamente relacionadas aos avanços tecnológicos, seja enquanto elemento meio - uso de recursos para a projetação de peças de comunicação visual -, seja enquanto elemento fim - utilização e disponibilização de peças digitais de comunicação visual, interfaces gráficas computacionais. O curso está em
sua quarta turma, com atividades já iniciadas, e o processo seletivo ocorre sempre em fevereiro e março, com inscrições a partir de dezembro de cada ano.

O que você destaca entre os trabalhos produzidos na pós?

Os melhores projetos realizados pelos nossos alunos são os projetos de vida. È muito interessante enxergar que o curso não prepara alunos apenas para o mercado, mas vamos muito além, instaurando e motivando nossos alunos para mudarem de atitude, crendo e trabalhando em prol do design enquanto instrumento de agregação de valor para o mercado. Assim, é muito gratificante ver ex-alunos acreditando em seus potenciais e no design e
abrindo empresas, ou mudando de emprego, buscando a realização pessoal através do fazer design bem feito. É preciso destacar também a formação de professores de design, já que nosso curso tem também essa missão. É muito gratificante ver ex-alunos atuando em faculdades e universidades variadas, em Salvador e também em outros estados, mostrando a competência adquirida em nosso curso. Assim, além de artigos, monografias e projetos vários de grande valor criativo e funcional, os melhores projetos são projetos de vida.

As informações publicadas nesta matéria foram fornecidas pelo entrevistado, cabendo a este a responsabilidade sobre os conteúdos veiculados.

- Robson Santos

- Anamaria de Moraes
- Lourisvaldo Valentim
- Gilberto Strunck
- Aliás Comunicação
- Eduardo Vieira
- Érika Foureaux
- Marcelo Márcio Soares
- José Abramovitz
- Amilton Arruda
- Stephania
- Sydney Freitas
- Cleomar Rocha
- Élio Grossman
- Mônica Tavares
- Fábio Righetto
- Hernane Pereira
- Álvaro Guillermo
- Ana Beatriz Simon Factum
- Lucy Niemayer
- Antônio Neto
- Anamaria de Moraes
- Milton Francisco Júnior
- Carlo Vezzoli
- Maurício Duque
- Dijon de Moraes