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Amilton Arruda é docente no curso de desenho industrial da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), onde desenvolve atividades de ensino nas disciplinas de Projeto de Produto e Basic Design, desde 1985, além de coordenar o Laboratório de Biodesign. Designer formado pela UFPE, Amilton Arruda deu início a seus estudos sobre a relação entre design e biônica em 1987, com um curso de especialização no Laboratório Brasileiro de Design, de
Santa Catarina, onde desenvolveu a pesquisa intitulada Análise Morfológica das Junções das Plantas Verticais.

Com os cursos de mestrado e doutorado, Arruda deu continuidade a esta pesquisa. No mestrado em Design e Biônica, pelo Centro Ricerce Strutture Naturali, de Milão, Itália, Arruda desenvolveu a pesquisa Por uma Didática do Campo Biônico: Hipóteses para desenvolvimento de uma Estratégia Projetual. Com o doutorado concluído no ano passado, no Politecnico de Milano, na Itália, Amilton Arruda estudou Bionic Design: um modelo de
pesquisa projetual.

Atualmente, Arruda é consultor de vários programa do Via Design no Sebrae, na criação de Centros e Núcleos de Design. É responsável pela implantação dos cursos de Multiplicadores em Design Estratégico nos estados de Sergipe, Ceará, Pernambuco e Maranhão, juntamente com Centro de Pesquisas do IED - CRIED de Milão.

Existem relações entre design e natureza?
Design e natureza comungam dos mesmos princípios e matriz: forma, função e matéria. Este trinômio indissociável é possível encontrar na natureza, assim como no design. É a base para se projetar e também é a base com a qual a natureza se desenvolve e evolui (morfologia, adaptação e composição).

Do que trata a biônica?
A biônica é uma disciplina no campo da projetação, que trata do estudo morfológico/estrutural das estruturas biológicas e mecanismos encontrados na natureza e procura aplicar estes conceitos ao objeto (produto, arquitetura, construções).

Como surgiu seu interesse pelo estudo da biônica?
Este interesse surgiu exatamente em 1987, quando um grupo de professores de design brasileiros decidiram realizar um curso de especialização em biônica, em Florianópolis. Naquele momento, existia uma forte pressão aos docentes designers para que buscassem uma área de estudo dentro do design para a realização de pesquisas, projetos etc, que não fosse a ergonomia, engenharia de produção, filosofia, entre outras. Neste aspecto o estudo do Biodesign tem despertado muita curiosidade e muitos resultados aconteceram no campo
projetual. Tem também aumentado o número de atividades científicas (revistas, livros, eventos etc) sobre este assunto.

Como a biônica pode contribuir para o projeto em design?
A biônica pode contribuir na seleção e indicação de conceitos novos, sobretudo na aplicação de pesquisas de novos materiais, formas mais adaptáveis aos produtos, estruturas mais resistentes, estruturas mais leves, e sobretudo na adoção de uma maneira nova de projetar, ou seja partindo dos aspectos biológicos, engenherísticos e não somente estéticos.

As informações publicadas nesta matéria foram fornecidas pelo entrevistado, cabendo a este a responsabilidade sobre os conteúdos veiculados.

- Robson Santos

- Anamaria de Moraes
- Lourisvaldo Valentim
- Gilberto Strunck
- Aliás Comunicação
- Eduardo Vieira
- Érika Foureaux
- Marcelo Márcio Soares
- José Abramovitz
- Amilton Arruda
- Stephania
- Sydney Freitas
- Cleomar Rocha
- Élio Grossman
- Mônica Tavares
- Fábio Righetto
- Hernane Pereira
- Álvaro Guillermo
- Ana Beatriz Simon Factum
- Lucy Niemayer
- Antônio Neto
- Anamaria de Moraes
- Milton Francisco Júnior
- Carlo Vezzoli
- Maurício Duque
- Dijon de Moraes